Os chamados subutilizados (pessoas que trabalham fora da área em estudaram) cresceram 43% entre 2019 e 2020, um aumento expressivo

Muitos se veem nesta frustração que é estudar, estudar e em base de uma premissa antiga, que estudo é garantia de trabalho para sustento, possuem suas esperanças dizimadas pela situação que encontram no mercado de trabalho.

Os números e informações desta matéria estão baseados na reportagem de Thais Carrança da BBC Brasil.

Maycol Vargas, de 33 anos e graduado em engenharia aeronáutica, com mestrado e doutorado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), reclama sobre a situação:

“Tenho só uma palavra para definir o que eu sinto: frustração. Estudar, estudar, tentar e não conseguir nada. Você se sente como um incapaz.”

Isso, depois de defender a sua tese de doutorado no inicio de 2020, o cidadão de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, se viu desempregado com um diploma de doutorado em mãos, em uma das áreas que menos existem formados devido a complexidade de assunto.

Ele complementa:

“Mandei currículo até para auxiliar de serviços gerais, mas está difícil. Montei um negócio próprio e estou fazendo doces, porque eu estava sem nenhuma renda. Isso me rende uns R$ 400, R$ 500 por mês, no máximo. Um profissional da minha área normalmente ganha na faixa de R$ 13 mil a R$ 15 mil.”

Maycol faz parte de milhões de brasileiros que não conseguem emprego mesmo depois de saírem da universidade formados, sim são milhões de pessoas, entrando em conflito com a premissa vendida que todo mundo que consegue terminar o ensino superior terá uma vida facil e sem sofrimento, a situação que sempre existiu agora piorou com a pandemia do coronavírus.

Entre o quarto trimestre de 2019 ao quatro trimestre de 2020, o numero de um salto de 43%, saindo de 2,5 milhões de pessoas classificadas como subutilizadas para 3,5 milhões de pessoas, um aumento negativo de 1 milhão de pessoas que entraram neste grupo.

Mas vamos entender um pouco mais quem são os subutilizados

São aqueles que gostariam de trabalhar mais horas na área ou uma área diferente, aqueles que desistiram de procurar emprego, ou aqueles que gostariam de trabalhar mas por exemplo precisam cumprir tarefas domesticas.

Ana Tereza, consultora da IDados, tenta tratar desta situação, ela explica:

“A taxa de desemprego é uma medida super importante, mas ela deixa de fora todas essas pessoas que também estão numa situação de insatisfação com a situação de trabalho delas”

Complementando a argumentação, ela diz:

“A subutilização é um retrato mais amplo do mercado de trabalho e dessa ineficiência em alocar todo mundo que tem potencial de trabalhar dentro da força de trabalho. Especialmente nessa época de pandemia, essa é uma medida muito importante, porque muita gente desistiu de procurar trabalho ou estava procurando emprego, mas ficou indisponível para trabalhar, como no caso das mães. Então esse indicador dá conta de um contingente maior de brasileiros num momento de crise.”

É bom deixar claro que nós não estamos falando do grupo de pessoas que mais sofre no país, estamos tratando de uma parcela bem pequena da população que tem um problema bem especifico, inserido em uma situação bem especifica, diferente de muitos trabalhadores que não possuem instrução e estão passando por tempos muito difíceis, tudo isso sem esperança de melhora.

Você pode conferir a matéria completa lida no video ou pelo link aqui

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